Nota interna · alinhamento entre sócios · 10 jun 2026
"A Lu é uma profissional comprometida, inteligente e que veste a camisa. Ela orquestra muito bem o que está definido, mas não compõe do zero. A partir de agora eu assumo a responsabilidade de procedimentar as coisas pra ela executar, e queria isso alinhado com calma entre nós.
Faz muito bem a parte de execução e orquestração: pega o time e faz funcionar. Os gargalos que ela tem são de perfil, não de esforço nem de dedicação, e isso é importante registrar antes de qualquer coisa.
Esse jeito mais contido às vezes gera ruído com perfis mais intensos. Ela sente bastante as coisas por dentro: já me disse, mais de uma vez, que acorda preocupada e tem dificuldade pra dormir. Só que ela não verbaliza isso, a preocupação e a ansiedade dela aparecem de outro jeito.
Por causa disso, às vezes parece que ela está sendo negligente ou que não pensou no problema, quando na verdade ela está bem atenta, só que processando por dentro e somatizando.
Pelo menos hoje, eu avalio que ela não tem o perfil pra criar do zero (a parte mais criativa, imaginativa e interpretativa). E tudo bem: isso é questão de perfil, não é falha dela.
Ela hoje cuida de um setor grande, importante e caótico. Me preocuparia muito se ela, em algum momento, decidisse não seguir com a gente por se sentir excessivamente pressionada (de modo que faça sentido ou não). Essa transição quase certamente teria que ser assumida por mim. Por isso o cuidado aqui não é só consideração com ela, é também uma forma de proteger a operação.
Se eu já sei que a Lu não executa bem o que está fora do playbook, e a gente cria coisas novas sem procedimentar junto com ela pra ela só executar, então o combinado passa a ser:
Se algo der errado por falta de procedimento, a responsabilidade é minha, porque eu não procedimentei a tempo.
A única exceção: se ela não executar algo que já estava combinado e procedimentado, aí é outro assunto, e a responsabilidade passa a ser dela.